PILARES DO SSF

Sustentabilidade

O Pilar da Sustentabilidade existe para garantir que o crescimento dos clubes brasileiros ocorra de forma saudável e constante. Não basta estar com os salários em dia (Solvência); é preciso que o clube tenha uma operação financeira equilibrada a longo prazo, evitando que investimentos desmedidos coloquem em risco o futuro da instituição.

Fair Play Financeiro - futebol brasileiro
Resultado da Operação

O Resultado de Equilíbrio

O conceito central aqui é o Resultado da Operação, que monitora a diferença entre as receitas e as despesas relevantes do futebol a cada ano. Este valor é obtido pela diferença entre dois conceitos fundamentais:

Receitas Relevantes:

Incluem todos os ganhos derivados da atividade desportiva (direitos de transmissão, patrocínios, bilheteria, prémios e a venda de atletas).

Despesas Relevantes:

Englobam os custos para manter o futebol (salários, encargos, aquisição de atletas e despesas operacionais administrativas).

Investimentos

Investimentos Relevantes para o Futuro do Futebol

O regulamento não quer apenas que o clube "gaste pouco", mas que gaste bem. Por isso, o SSF permite que certos investimentos sejam "abatidos" das Despesas Relevantes.

01

Categorias de Base

Formação de novos atletas

Abatível das Despesas
02

Futebol Feminino

Fomento e desenvolvimento

Abatível das Despesas
03

Projetos Sociais

Comunidade e responsabilidade

Abatível das Despesas
04

Infra- estrutura

Estádios e centros de treinamento

Abatível das Despesas
05

Esportes Olímpicos

Olímpicos e paralímpicos

Abatível das Despesas

Resultado da Operação

= Receitas − (Despesas − Investimentos)

Investimentos abatidos = menos despesa =
menos déficit

A lógica do abatimento

A ANRESF entende que esses gastos não são "custos de consumo", mas sim investimentos estruturantes. Ao retirá-los do cálculo do déficit, o regulamento incentiva os clubes a formarem novos atletas e fortalecerem suas comunidades sem que isso prejudique seu status de conformidade financeira.

Avaliação anual

Avaliação Anual e o Regime de Monitoramento

A conformidade é avaliada anualmente. Se o clube apresentar um déficit que não foi coberto por Contribuições Patrimoniais (dinheiro novo dos sócios ou acionistas), ele não perde o selo de conformidade de imediato — ele entra em Regime de Monitoramento.

Lógica do Regime de Monitoramento

A ANRESF deixa de olhar apenas para o último ano e passa a analisar o "filme" do clube: o Resultado Agregado dos últimos três exercícios. O clube será considerado em conformidade se o seu déficit acumulado em 3 anos respeitar os seguintes tetos:

A

Clubes da Série A

O déficit não pode ultrapassar o que for maior entre R$ 30 milhões ou 2,5% das Receitas Relevantes do período.

Teto: R$ 30 mi ou 2,5% das Receitas Relevantes
B

Clubes da Série B

O déficit não pode ultrapassar o que for maior entre R$ 10 milhões ou 2,5% das Receitas Relevantes do período.

Teto: R$ 10 mi ou 2,5% das Receitas Relevantes
!

Exceção por Aporte

Para as obrigações assumidas em data anterior a 1º de janeiro de 2026, o Regulamento concede aos clubes um prazo de adaptação que vence em 30 de novembro de 2026. Até essa data, a única sanção aplicável por essas dívidas é a de "advertência".

Investimento sem Endividamento

Aportes de Capital

Diferentemente de outras ligas, o Regulamento do SSF brasileiro optou por não limitar o valor total que um acionista ou proprietário (SAF) pode injetar no clube para fins de cobertura de déficits e realização de investimentos relevantes.

Por que não há limites para os aportes?

O objetivo do SSF é combater o endividamento excessivo que coloque em risco a sustentabilidade do clube. Se um proprietário decide investir R$ 100 milhões do próprio bolso para reforçar o elenco ou melhorar a infraestrutura, a ANRESF entende que isso fortalece o patrimônio do clube sem gerar dívidas.

Particularmente em um mercado ainda em amadurecimento, trata-se de um recurso muito bem-vindo para o desenvolvimento da competitividade e a modernização estrutural do futebol brasileiro.

Atenção — Regra de Validação

Para ser validado pela Agência e ajudar no equilíbrio financeiro, os aportes devem resultar obrigatoriamente em aumento do Patrimônio Líquido do clube.

Não são consideradas contribuições os valores que gerem passivos (obrigações) para o clube, ou seja, que aumentem o seu endividamento.

Aporte válido = aumento no Patrimônio Líquido
FAQ

Perguntas Frequentes

A apuração é feita anualmente com base nas Demonstrações Financeiras Anuais do clube, referentes ao ano anterior (T-1), que devem ser entregues obrigatoriamente até o dia 30 de abril. Para garantir a total integridade dos dados, a ANRESF exige que esses documentos venham acompanhados de um Relatório de Auditoria Independente. O conjunto de documentos analisados inclui: * Balanço Patrimonial e Demonstração do Resultado do Exercício (DRE); * Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) e das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL); * Notas explicativas e Relatório da Administração. A Agência cruza essas informações contábeis com as regras de Receitas e Despesas Relevantes do regulamento para chegar ao "Resultado da Operação".